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Reforma Tributária

Sistematize - 24/02/2026

A Reforma Tributária é um dos temas mais discutidos no ambiente empresarial brasileiro. Aprovada por meio da Emenda Constitucional 132/2023, ela representa a maior transformação no sistema de tributos sobre consumo nas últimas décadas.


Mas, na prática, o que realmente muda para as empresas? E por que negócios com alta movimentação financeira precisam redobrar a atenção?


Neste artigo, vamos explicar de forma clara e estratégica.


O que é a Reforma Tributária?


A reforma substitui tributos como:


PIS


Cofins


ICMS


ISS


Por dois novos impostos principais:


CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – de competência federal;


IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – de competência estadual e municipal;


Além disso, foi criado o Imposto Seletivo, aplicado a produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.


O objetivo central é simplificar o sistema e reduzir a cumulatividade de impostos.


O que muda na prática para as empresas?


Embora a transição seja gradual, o impacto estrutural é profundo.


1 Tributação no destino


O imposto passa a ser recolhido no local de consumo, e não na origem. Isso afeta especialmente:


Marketplaces;


Operações interestaduais;


Empresas com múltiplos CNPJs;


2 Maior rastreabilidade das operações


Com o novo modelo, o cruzamento de dados fiscais tende a ser mais rigoroso. Empresas que trabalham com:


Split de pagamentos;


Recorrência;


Cashless;


Alto volume transacional;


Precisarão ter ainda mais controle sobre conciliações e repasses.


3 Fim da cumulatividade tradicional


O modelo prevê aproveitamento mais amplo de créditos tributários, mas exige organização financeira detalhada.


Por que empresas com split e marketplaces precisam de atenção redobrada?


Negócios que operam com divisão automática de valores entre parceiros já possuem uma estrutura financeira mais complexa.


Com a nova lógica tributária:


Cada parte da operação precisa estar corretamente identificada


A responsabilidade fiscal deve estar clara


A rastreabilidade dos recebíveis se torna essencial


Sem organização financeira estruturada, o risco fiscal aumenta.


O papel da tecnologia na nova era tributária


A Reforma Tributária não exige apenas adaptação contábil. Ela exige:


Controle detalhado das transações;


Organização de domicílio bancário;


Conciliação precisa por bandeira e modalidade;


Visibilidade total das liquidações;


Empresas que já operam com tecnologia financeira estruturada saem na frente.


Como se preparar desde agora?


Mesmo com período de transição, empresários não devem esperar.


Algumas ações estratégicas:


* Revisar estrutura societária e fiscal;


* Organizar recebíveis por operação;


* Garantir rastreabilidade de cada transação;


* Investir em sistemas que automatizam split e conciliação;


* Trabalhar com parceiros financeiros preparados para o novo cenário.


A Reforma Tributária não é apenas mudança de imposto. É mudança de gestão.


Mais do que novas alíquotas, o que está em jogo é:


Transparência;


Organização;


Governança financeira;


Empresas que enxergarem essa mudança como oportunidade terão vantagem competitiva.


A transformação já começou. A pergunta é: sua operação está preparada?



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